segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Informativo MOHAS: Registro em cartório, maquetes e encaminhamentos da assembleia de setembro


Fotos: Carlos Natal

 

Neste domingo, dia 27 de setembro de 2026, realizamos uma assembleia muito importante e especial do Projeto Condomínio Residencial Sonho Real – MOHAS, em Ribeirão Preto.

Fizemos a leitura da ata da assembleia anterior e tratamos do contrato entre a Caixa Econômica Federal e o MOHAS, que está em processo de registro em cartório. Apresentamos os suplentes e discutimos a necessidade de reajuste da contribuição associativa, além dos custos decorrentes do vazamento de água no terreno. Foram apresentadas as maquetes do empreendimento: uma do conjunto de edifícios e outra da unidade habitacional. Também realizamos a distribuição dos kits de obra com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Em seguida, promovemos uma reflexão sobre as eleições de 2026, traçando um comparativo entre o histórico do governo Bolsonaro e do governo Lula, além de analisar as propostas de cada candidato com base em seus respectivos planos de governo.

O encontro teve início às 10h e encerrou-se às 12h, conforme o previsto. Apesar do domingo bastante quente, ao final fomos até a área para realizar uma visita com os convidados, familiares e apoiadores.

Esperamos que, na próxima assembleia, já estejamos com as obras iniciadas.

Na ata do encontro, os temas serão mais detalhados. Veja as imagens feitas pelo Carlos Natal, fotógrafo e colaborador do projeto.

Veja as fotos AQUI



















Eleição de 2026: dois projetos para a habitação no Brasil até 2030

Fotos Carlos Natal
O debate eleitoral e a política são partes fundamentais em todas as esferas da sociedade. São as decisões políticas e as instituições governamentais que definem os rumos do país e afetam a vida da população a longo prazo.

A questão da habitação foi o tema central da nossa conversa com o deputado estadual Marcolino (13310), que neste ano faz campanha ao lado do deputado federal Paulo Teixeira (1398), das candidatas ao Senado Marina Silva (180) e Simone Tebet (400), do candidato a governador Fernando Haddad e do presidente Lula (13).

O encontro reuniu 150 famílias do movimento de moradia de Ribeirão Preto e foi organizado pelo Movimento Habitacional e Ação Social, entidade que articula projetos por meio da modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades.

Contou com a presença do presidente do Partido dos Trabalhadores Edson Fedelino, a presidenta o MOHAS Vani Poletti, covereador Paulo Honorío do Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), a coordenação do projeto condomínio Reasidencia Sonho Real.

De início, destacou-se o contraste entre os dois projetos em disputa. Durante o governo Bolsonaro, os programas de Habitação de Interesse Social foram descontinuados e substituídos pelo Casa Verde e Amarela, modelo focado em financiamentos bancários convencionais. Além disso, a proposta de governo apresentada por Eduardo Bolsonaro sinaliza a continuidade dessa mesma linha para os próximos anos.

Em contrapartida, o presidente Lula retomou o Minha Casa, Minha Vida já em 2023, restabelecendo investimentos voltados às famílias de baixa renda por meio de fundos como o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social). Essas linhas atendem famílias com renda de zero a R$ 3.200,00, cadastradas junto às prefeituras, cooperativas ou entidades organizadoras habilitadas.

Marcolino enfatizou que seu mandato na Assembleia Legislativa conta com um núcleo dedicado à habitação e trata o tema como prioridade absoluta. O parlamentar ressaltou ainda que a parceria com o deputado federal Paulo Teixeira fortalecerá a articulação dos movimentos populares e viabilizará a expansão de novos projetos habitacionais.

Veja AQUI as fotos do encontro


















sexta-feira, 25 de setembro de 2026

É a hora em que começamos a imaginar a “mão-na-massa”

 


A caminhada é parte essencial para se chegar ao destino. Felizes daqueles que conseguem celebrar e curtir o caminho até a chegada. A conclusão do nosso projeto Sonho Real só terá sentido completo se cada um (uma) de nós souber aproveitar o caminho.

Viver em condomínio não é fácil. Esta é uma realidade que já começamos a enfrentar; só terá sucesso na medida em que entendermos que coletivamente somos mais fortes.

Nesta próxima assembleia, domingo dia 27/09/2026, será entregue o Kit Obra, que foi preparado pela equipe da Kadima Engenharia com o maior carinho, um momento de muita expressão simbólica do nosso movimento.

É a hora em que começamos a imaginar a “mão-na-massa”, o tijolo, a parede, as portas e as janelas. Aí já se inicia o pensamento de onde ficará cada coisa da casa. Como é que vou levar isso ou aquilo? Acho que vou comprar uma cama nova, um armário, um colchão para as crianças… e assim as ideias vão fluindo e, o melhor, cresce a energia e a vontade de continuar esta vida dura, difícil, mas que, com o apartamento, pode ajudar a aliviar muitos problemas e permitir recomeçar.

A vida vale a pena se tiver um sentido, uma esperança. Desde 2023, nós da coordenação acreditamos no projeto e estivemos ao lado de vocês para resolver e organizar todas as demandas do programa.

Agora, com o início da obra, precisamos muito mais de energia positiva, da força viva de cada um e cada uma de vocês.

A música do Gonzaguinha diz assim: “Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão. Eu ponho fé é na fé da moçada.Que não foge da fera e enfrenta o leão”

Bora fazer o que deve ser feito.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Moradia: o que aconteceu e o que está em jogo em 2026

Quero dividir esta reflexão em duas partes: primeiro, alguns dados sobre a política habitacional brasileira nos últimos anos; depois, as principais diferenças entre as propostas de governo de Lula e Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.

É importante separar duas formas de atendimento habitacional: o financiamento com recursos do FGTS e a habitação subsidiada com recursos públicos, destinada principalmente às famílias de baixa renda.

No financiamento habitacional, o “Casa Verde e Amarela” do governo Bolsonaro registrou contratações com recursos do FGTS, entre 2020 e 2022, de aproximadamente 1,11 milhão de unidades financiadas.

No governo Lula, entre 2023 e 2025, o Minha Casa, Minha Vida alcançou cerca de 1,71 milhão de unidades financiadas pelo FGTS.

Isso representa aproximadamente 600 mil unidades financiadas a mais no período de 2023 a 2025 do governo Lula. É importante, porém, lembrar que estamos falando de financiamentos habitacionais, normalmente pagos pelas famílias ao longo de décadas, 30, 35 anos, com entradas de 30 a 50 mil e avaliação de renda e poder de crédito bancário.

Para avaliar a produção de moradias destinadas às famílias de menor renda, é necessário olhar também para as modalidades subsidiadas do Minha Casa, Minha Vida, especialmente:

  • Fundo de Arrendamento Residencial (FAR);

  • Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), incluindo o MCMV-Entidades;

  • Minha Casa, Minha Vida Rural;

  • recursos do Orçamento Geral da União (OGU).

O próprio Ministério das Cidades diferencia as unidades financiadas com recursos do FGTS das unidades subsidiadas com recursos do OGU.

A retomada do Minha Casa, Minha Vida em 2023 recolocou a habitação subsidiada para famílias de baixa renda no centro da política federal. O programa voltou a contar com recursos da União para a produção de unidades da Faixa 1 (famílias com renda zero até 3.200,00 reais) e também retomou obras que estavam paralisadas.

Esse ponto é fundamental para movimentos e entidades que atuam na produção social da moradia, porque o acesso à habitação para famílias de menor renda não depende apenas da capacidade de assumir um financiamento bancário.

Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro zerou novas contratações habitacionais com subsídio integral, destinando apenas R$ 200 milhões para manter obras antigas.

Em contraste, entre 2023 e 2025, o governo Lula investiu R$ 35,7 bilhões no Ministério das Cidades (um aumento de quase 180 vezes).

  • Retomada da Faixa 1: Cobertura de até 100% do valor do imóvel para famílias do CadÚnico e Bolsa Família (FAR, Habitação Rural e Entidades).

  • Destravamento de obras: Reativação de cerca de 130 mil unidades habitacionais paralisadas ou abandonadas.

A partir de 2023, mais de 185 mil moradias — cerca de 38% do total — foram destinadas a famílias com renda de até R$ 3.200,00 por meio das modalidades MCMV-Entidades e Rural, voltadas a núcleos familiares organizados em associações e cooperativas.

No ciclo de 2023/2024, uma nova seleção nacional aprovou 37.535 unidades habitacionais, distribuídas em 443 propostas de 206 entidades organizadoras. Entre os projetos contemplados estão os residenciais Sonho Real e Tarsila do Amaral, coordenados pelo Movimento Habitacional e Ação Social (MOHAS). Para 2025, foram 21.282 moradias. O ciclo de 2026 estabelecido pelo Ministério das Cidades é de 35 mil unidades habitacionais urbanas, o MOHAS tem mais 5 projetos para seleção deste ano.   

As propostas para 2026 de Lula e Bolsonaro

Os programas apresentados por Lula e Flávio Bolsonaro apresentam concepções diferentes sobre os instrumentos que devem ser utilizados na política habitacional.

Lula

O programa de Lula propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida, para todas as faixas de renda, preservando o foco nas famílias de menor renda.

A proposta inclui:

  • produção de novas moradias;

  • continuidade e ampliação do Minha Casa, Minha Vida;

  • urbanização e melhoria das áreas periféricas;

  • regularização fundiária;

  • reforma de moradias existentes;

  • Compra Assistida de imóveis prontos em situações específicas;

  • utilização de imóveis e terrenos da União;

  • melhoria do padrão construtivo e da localização dos empreendimentos;

  • participação dos movimentos sociais no programa;

  • ampliação do Reforma Casa Brasil.

O plano também afirma que pretende apoiar a participação dos movimentos sociais no Minha Casa, Minha Vida.

Isso tem relação direta com modalidades como o MCMV-Entidades, nas quais organizações sociais participam da organização e da produção habitacional.

Flávio Bolsonaro

O programa de Flávio Bolsonaro propõe a retomada do Casa Verde e Amarela, com a meta de financiar residências e oferecer financiamento com juros reduzidos.

A proposta também inclui:

  • financiamento habitacional;

  • regularização fundiária;

  • escritura preferencialmente em nome da mulher;

  • urbanização de áreas degradadas;

  • ações relacionadas a territórios dominados por facções;

  • parcerias público-privadas para urbanização e infraestrutura;

O plano apresenta a habitação dentro de uma estratégia de formação de patrimônio e acesso à casa própria, utilizando também a Caixa Econômica Federal como instrumento de crédito. A casa como mercadoria. 

O ponto central para quem luta por moradia

A principal diferença não está apenas no nome dos programas.
Ela está nos instrumentos utilizados para enfrentar o déficit habitacional.

De um lado, o programa de Lula propõe combinar financiamento, subsídios, produção habitacional, urbanização, reforma, utilização de imóveis públicos e participação social.

De outro, o programa de Flávio Bolsonaro propõe retomar o Casa Verde e Amarela, com ênfase no financiamento habitacional, na aquisição da casa própria, na regularização fundiária e na formação de patrimônio.

Essa diferença é especialmente importante para as famílias de menor renda, porque o financiamento bancário, mesmo com juros reduzidos, não atende da mesma maneira uma família que não possui capacidade de assumir uma dívida de longo prazo.

É nesse espaço que modalidades subsidiadas e de produção social da moradia, como o MCMV-Entidades, ganham importância. O atual MCMV-Entidades é voltado à produção social da moradia e à participação das organizações da sociedade na solução dos problemas habitacionais.

Para projetos como o Sonho Real, organizado pelo MOHAS, essa questão é particularmente relevante: trata-se de compreender se a política habitacional continuará oferecendo instrumentos que permitam às famílias de menor renda participar da produção de sua própria moradia por meio de entidades organizadoras e processos coletivos de autogestão habitacional.

Moradia é mais do que uma casa

Ter um lugar para morar significa também ter segurança, dignidade, acesso à cidade, infraestrutura e condições para construir um projeto de vida.

O déficit habitacional brasileiro não se resume à falta de uma casa. Também envolve moradias inadequadas, precariedade urbana, falta de infraestrutura e dificuldade de acesso à terra urbanizada.

Por isso, discutir política habitacional é discutir também qual é o papel do Estado, qual é o papel do financiamento, quanto de subsídio público deve existir e qual espaço deve ser dado à participação das famílias e dos movimentos sociais.

É nesse debate que devemos olhar para os números, conhecer os programas e compreender as diferenças entre as propostas apresentadas para 2027–2030.

Como lembra Carlos Drummond de Andrade, em Favelas, permanece a pergunta diante do crescimento das periferias e da desigualdade habitacional:

“Que fazer com tanta gente brotando do chão, formigas de um formigueiro infinito?”

A resposta a essa pergunta faz parte do entendimento que a política não é a mesma coisa, não são todos iguais. E neste momento não podemos vacilar ou nos omitir. Lula é a única opção para que os projetos sociais continuem avançando.  

Paulo Honório


sábado, 19 de setembro de 2026

Informações sobre o contrato de obra do Sonho Real

Superintendente  da Caixa Econômica Federal, Nielder Honorato - RT Social do Sonho Real/MOHAS, Paulo Honório

“O presente título é devolvido nesta data (16/09), para que sejam atendidas as seguintes exigências: Trata-se de instrumento particular de novação de dívida e mútuo, celebrado neste município em 14 de agosto de 2026, com a finalidade de viabilizar a construção e regularização de empreendimento imobiliário. Em decorrência do referido contrato, foi constituída alienação fiduciária sobre o imóvel objeto da matrícula nº 220.077 deste Registro de Imóveis, destinado às 144 futuras unidades autônomas que integrarão o empreendimento que se denominará Residencial Sonho Real.”

Realizamos o protocolo no dia 8 de setembro, e o Cartório emitiu o parecer no dia 16 apontando duas pendências:

Responsabilidade da Caixa Econômica Federal: trata-se de uma exigência de baixa complexidade. No mesmo dia, já solicitamos providências à Caixa, que já está trabalhando na regularização:

“1 - Ao analisar o título em questão, constata-se que o instrumento particular apresentado não especifica as condições do financiamento, tais como período de carência, forma de amortização, taxa de juros e vencimento.”


Documentos do MOHAS: a documentação necessária foi providenciada imediatamente no mesmo dia, estando essa parte totalmente regularizada.

Infelizmente, a Caixa está em greve; contudo, estive reunido com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Nielder Honorato, e com a superintendente da área de habitação, Silvia Mara, que me garantiram que farão o possível para atender ao que foi solicitado com a máxima brevidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA DO PROJETO SONHO REAL - RP 27/09/2026

 

O Movimento Habitacional e Ação Social (MOHAS) convoca todas as famílias inscritas no Projeto Condomínio Residencial Senhor Real, bem como demais interessados do município de Ribeirão Preto/SP, para participarem da Assembleia Geral a ser realizada no dia 27 de setembro de 2026, sito a Rua Camilo de Mattos, nº 584, Bairro Jardim Mosteiro (em frente à entrada principal da Cava do Bosque), CEP 14085-340, Ribeirão Preto/SP.
A assembleia ocorrerá em primeira convocação às 9h30 e, em segunda convocação, às 10:00 hs, na ordem do dia para deliberar sobre a seguinte pontos de pauta: 
  1. Informações gerais;
  2. Apresentação dos suplentes;
  3. Deliberação sobre contribuição associativa;
  4. Deliberação sobre parcelamento da conta de água com o SAERP (vazamento de água);
  5. Apresentação Técnica da Equipe de Engenharia Kadima;
  6. Kit Obra;
  7. Eleição e as consequências para os programas sociais e habitação;
  8. Outros assuntos de interesse do projeto.

São Paulo, 16 de setembro de 2026.

Atenciosamente,

______________________________

Vani Poletti - Presidente MOHAS


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O MOHAS está com algumas vagas de suplentes para famílias interessadas no Projeto Sonho Real.


  • Reunião: 10/09, às 19h (em ponto)
  • Local: Casa Amarela, dentro do estacionamento do Carrefour da Via Norte.

Alguns critérios e prioridades

✅ Famílias com renda de até R$ 2.800,00;

✅ Prioridade para mulheres mães;

✅ Ter CadÚnico no nome da titular;

✅ Não possuir imóvel em seu nome ou do marido;

✅ Não ter dívida pública;

✅ Ter disponibilidade para participar de reuniões, assembleias e mutirões durante a obra;

✅ Ter condições de assumir R$ 1.600,00 referentes a corização da diferença do valor do terreno, para restituir o as cotas terreno pagas pelas famílias que sairam do grupo.

✅ Contribuição associativa do MOHAS: R$ 30,00 por mês.


O projeto está avançado!

Fomos selecionados em dezembro de 2024, os projetos foram finalizados e a primeira fase do Trabalho Social foi concluída em dezembro de 2025.


O contrato para início das obras será registrado em cartório em 08/09. Estando tudo em ordem, a previsão é iniciar a obra em aproximadamente 30 dias.


Apartamentos de aproximadamente 55 m²


Valor do investimento: R$ 168 mil por unidade, com subsídio superior a 90%.


Pagamento: 10% da renda familiar durante 60 meses (5 anos), além do condomínio.


Não precisa levar documentos para a reunião.


Interessados devem entrar em contato pelo WhatsApp:

16 99322-1810 — Projeto Sonho Real/MOHAS


https://wa.link/g9xn9q


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Liberação do contrato com a Caixa representa uma grande vitória do projeto Sonho Real/MOHAS

 

Recebemos há pouco, às 17h30, desta sexta-feira 04/09/2026, um e-mail da Caixa com o seguinte texto: "Disponibilizamos o contrato devidamente assinado para que seja encaminhado para registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis."

Importante salientar que o documento, com data de 14 de agosto de 2026, passou por uma revisão e foi assinado pela Caixa nesta quinta-feira, dia 3 de setembro.

Toda a equipe do MOHAS se mobilizou durante estes dias para que este documento finalmente fosse emitido. Precisamos que todos e todas AS FAMÍLIAS do projeto se empenhem ao máximo para nos ajudar.

Veja algumas partes importantes do contrato:


"CONTRATO DE NOVAÇÃO DE DÍVIDA E MÚTUO PARA CONSTRUÇÃO E LEGALIZAÇÃO DE EMPREENDIMENTO E ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA - PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA - ENTIDADES FDS"

Por este Instrumento Particular, com caráter de escritura pública, na forma do § 5º do art. 61 da Lei 4.380/1964, as partes adiante mencionadas e qualificadas contratam a presente operação de novação de dívida do contrato originário identificado na letra D.1 e mútuo para construção e legalização de empreendimento imobiliário, com obrigações e alienação fiduciária em garantia, no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida - Entidades, na forma da Lei 11.977/2009"

"D.2 - DESTINAÇÃO DO IMÓVEL: Construção do RESIDENCIAL SONHO REAL Fase II, com 144 cento e quarenta e quatro unidades residenciais urbanas para atender as pessoas físicas indicadas pelo(s) DEVEDOR(ES) e que firmaram o Termo de Adesão, de acordo com normas do Programa Minha Casa Minha Vida - Entidades, e regulamentação do Conselho Curador do FDS."

"D.3 - IDENTIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DO IMÓVEL OBJETO DA GARANTIA: Imóvel objeto da Matrícula número 220.077 do 1º Oficial de Registro de Imóveis de Ribeirão Preto/SP, situado com frente para o futuro prolongamento da Rua Antonio Rossanese, gleba número 46 [86], com área de 7.133,16 metros quadrados, com 144 unidades a serem construídas, adquiridas pelos integrantes do grupo associativo para construção do empreendimento RESIDENCIAL SONHO REAL Fase II. "

"E - BENEFICIÁRIOS FINAIS: Pessoas naturais, enquadradas nas regras do Programa, que firmam, em conjunto com a ENTIDADE ORGANIZADORA e a CAIXA, na data da assinatura do contrato citado na Letra D, o Termo de Adesão ao Empreendimento com anuência as condições desta operação de mútuo, juntamente com a Ata de registro da Assembleia que definiu os critérios de seleção dos beneficiários, os quais farão parte integrante e complementar deste contrato, conforme previsto na Resolução do CCFDS 214/2016 e sucedânea e na Portaria do Ministério das Cidades nº 163/2016."

"18 DECLARAÇÕES DO(S) DEVEDOR(ES) - O(s) DEVEDOR(ES) responsabiliza(m)-se pela implementação das condições básicas de infraestrutura do empreendimento que objetivem, conjunta ou alternativamente, a solução de abastecimento de água e esgotamento sanitário, iluminação pública, terraplanagem, sistema de drenagem pluvial, pavimentação de passeios e das vias de acesso internas da área e obras de contenção e estabilização do solo, dentre outras e declaram sob as penas da lei que:
  • a) está(ão) cientificado(s) da possibilidade de obtenção prévia no site do www.tst.jus.br da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), nos termos do art. 642-A, da CLT;
  • b) está(ão) ciente(s) que anteriormente à assinatura com os beneficiários, deve(m) atender as disposições da Lei 4.591/1964, a qual dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias, no que couber.
  • c) responderá(ão), sem reservas, pela execução e integridade do empreendimento e de cada uma das partes componentes, mesmo as realizadas sob a responsabilidade de terceiros por ele(s) contratados;
  • d) sob nenhuma hipótese, vai(ão) remembrar ou permitir o remembramento do lote objeto do presente contrato, vai(ão) apurar ganho financeiro nesta operação ou dar destinação diferente ao imóvel que não seja a produção de unidades residenciais e a transferência destas para os beneficiários finais indicados conforme Letra E;
  • e) responsabiliza(m)-se pela autenticidade das declarações que consubstanciaram as condições prévias à assinatura deste instrumento, dos comprovantes e/ou informações de despesas, das indicações sobre a constituição da ENTIDADE ORGANIZADORA, o estado civil, nacionalidade, profissão e identificação dos dirigentes apresentados em função dos requisitos e condições impostas pela Lei 11.977/2009;
  • f) manterá(ão) cadastro dos candidatos a beneficiários contendo a identificação dos inscritos, disponível para consulta por qualquer interessado de forma permanente, conforme previsto na Portaria do Ministério das Cidades nº 163/2016 e que, para cada proposta apresentada à CAIXA, aprovará(ão) os critérios de priorização dos seus beneficiários em assembleia específica, com registro das atas em cartório, regulada pelos respectivos estatutos ou regimentos, dando conhecimento a todos os seus associados e divulgando-as em meios que garantam ampla publicidade;
  • g) manterá em seus arquivos toda a documentação pertinente ao empreendimento, incluído o contrato, peças técnicas, projetos, orçamentos, cronogramas, notas fiscais, recibos, faturas, comprovantes de recolhimentos de tributos, taxas e impostos, correspondências e atas de assembleia e/ou de reunião;
  • h) constituirá(ão) Comissão de Acompanhamento de Obras - CAO e Comissão de Representantes - CRE, integradas, cada uma delas, por dois beneficiários do grupo associativo que assinaram o Termo de Adesão e um representante da ENTIDADE ORGANIZADORA, eleitos em assembleia registrada em Ata."

"18.2 AUTORIZAÇÃO DO(S) DEVEDOR(ES) - Autoriza(m) à CAIXA a fornecer todas as informações vinculadas à presente contratação, inclusive os seus dados pessoais e bancários sempre que solicitado pelos seguintes órgãos e independentemente de autorização judicial: Policia Civil e Federal, Ministério Público Estadual e Federal, Controladoria Geral da União e Tribunal de Contas da União, Conselho Curador do FDS e Ministério das Cidades.

18.2.1 O(s) DEVEDOR(ES) também autoriza(m) a CAIXA a enviar-lhe(s) as informações necessárias, referentes a este contrato, aos endereços e números de telefone que constam em suas informações cadastrais, por quaisquer meios de comunicação, inclusive SMS, sendo de responsabilidade deste(s) informar(em) imediatamente à CAIXA, eventual alteração referente à titularidade, número do aparelho celular, cancelamento do contrato de telefonia junto à operadora, e outras referentes a seus dados.

18.2.2 O(s) DEVEDOR(ES) autoriza(m) ainda que os membros da CAO e da CRE fiquem responsáveis pela matrícula da obra e possam praticar os atos necessários junto à RFB e à Prefeitura para emissão de habite-se e da CND, em caso de ser substituída ou afastada das atividades de execução e acompanhamento das obras.

19 DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL - Em caso de utilização dos recursos em finalidade diversa da prevista no Programa Minha Casa Minha Vida - Entidades ou destinação dos imóveis em desconformidade com suas regras, o(s) DEVEDOR(ES) devolverá(ão) integralmente os valores concedidos a título de financiamento, acrescidos de atualização monetária apurada pela variação da taxa SELIC, sem prejuízo das penalidades previstas na lei."

"C.6.1 - Prazo para construção e legalização das unidades residenciais: 18 meses "


O contrato completo será disponibilizado aqui assim que voltar do Registro de Imóveis.
Esperamos que até nossa próxima assembleia esteja tudo nos conformes.