quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Encontro da CAO e CRE – Condomínio Residencial Sonho Real/MOHAS

 


A iniciativa do encontro trata de um registro oficial e da preparação para o início dos trabalhos no canteiro de obras do Condomínio Sonho Real/MOHAS. A presença das comissões e de seus suplentes é necessária e já foi confirmada. É possível acolher mais 12 associados; as vagas serão preenchidas pelos primeiros que solicitarem a participação pelo WhatsApp do projeto: (16) 99322-1810.

  • Data e horário: Sábado, 17/10/2026, às 15h (em ponto)

  • Local: Área do projeto Hilda Name/MLNR

  • Endereço: Rua José de Alcântara, nº 1115 (no final da rua)

O projeto Hilda Fontoura Name é organizado pelo Movimento Livre e está com 80% das obras concluídas e coordenado pela engenharia Kadima. Aguarda a concretização da parceria com a prefeitura para efetuar as obras externas, como a abertura da rua e o calçamento. 

1) COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRAS - CAO:

I - responsabilizar-se, conjuntamente com a ENTIDADE ORGANIZADORA, pela execução do empreendimento e/ou pelo acompanhamento da elaboração, apresentação e aprovação dos projetos, junto aos órgãos competentes;

II - acompanhar as obras e a aplicação dos recursos geridos pela CRE;

III - realizar a interlocução com a empresa construtora, no caso de modalidade que inclui a construção de UH, e/ou com as empresas fornecedoras do material de construção;

IV - realizar a interlocução com o engenheiro responsável pelas obras ou, no caso de aquisição de terreno ou imóvel usado, com a assessoria técnica responsável pela elaboração dos projetos; e,

V - prestar contas aos futuros beneficiários participantes do empreendimento sobre o desenvolvimento dos projetos ou, no caso de construção, sobre o andamento das obras, segurança e guarda das obras e do material adquirido.


2) COMISSÃO DE REPRESENTANTES - CRE:

I - abrir conta poupança, não solidária, na agência da CAIXA concessora dos financiamentos;

II - gerir os recursos financeiros liberados para produção das unidades residenciais;

III - prestar contas aos futuros beneficiários participantes do empreendimento sobre a aplicação dos recursos liberados pela CAIXA; e,

IV - efetuar acompanhamento financeiro do contrato.


O encontro contará com a coordenação das equipes técnicas da engenharia e social do MOHAS. 


  • COMPOSIÇÃO ELEITA EM ASSEMBLEIA:

Comissão de Representantes - CRE

Demanda: Keila Pillegi Alves Cruz

Demanda: Luciana Aparecida de Oliveira

MOHAS: Vani Poletti

Comissão de Acompanhamento de Obras - CAO

Demanda: Karina Aparecida de Souza Matos dos Santos

Demanda: Josiane dos Santos Brito Segundo

MOHAS: Maria das Graças da Silva Rocha


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ATA DA ASSEMBLEIA 27/09/2026 – MOHAS (PROJETO SONHO REAL)



Aos vigésimo sétimo dia de setembro do ano de dois mil e vinte e seis, às 10h00min, no salão situado na Rua Camilo de Mattos, nº 584, Bairro Jardim Mosteiro, CEP 14085-340, Ribeirão Preto/SP (em frente à entrada principal da Cava do Bosque), reuniram-se em Assembleia Geral os associados e famílias integrantes do Projeto Sonho Real, a diretoria do MOHAS e a Assessoria Técnica de Engenharia e Social, organizada pelo MOVIMENTO HABITACIONAL E AÇÃO SOCIAL (MOHAS), a fim de deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia, constante do Edital de Convocação:

  1. Informações gerais;

  2. Apresentação dos suplentes;

  3. Deliberação sobre contribuição associativa;

  4. Deliberação sobre parcelamento da conta de água com o SAERP (vazamento de água);

  5. Apresentação Técnica da Equipe de Engenharia Kadima;

  6. Kit Obra;

  7. Eleição e as consequências para os programas sociais e habitação;

  8. Outros assuntos de interesse do projeto.

No primeiro item da pauta (Informações gerais), o Técnico Social Paulo Honório fez uso da palavra para destacar a importância da união comunitária e do esforço coletivo para a concretização do projeto Sonho Real, relembrando a atuação conjunta iniciada em 2023, reforçou-se o apelo pelo engajamento, otimismo e dedicação de todos os participantes no enfrentamento desta nova etapa. 

Foi salientado que a lista de pontuação que estava fixada na parede para conferência de todos (as).  Apresentou o Contrato de Novação para Fase II (obra) do financiamento do Programa Minha Casa Minha Vida - Entidades via FDS, assinado pelas direção do MOHAS e pela gerência da Caixa Econômica Federal que se encontra no cartório de registro de imóveis. 

Em seguida foi realizada a leitura da ata da assembleia do dia 16/08/2026 que fora  registrada em cartório.

No segundo item da pauta (Apresentação dos suplentes),  a Mobilizadora social Keila Pileggi, fez a apresentação dos associados que em reunião específica de apresentação do projeto foram incluídos como suplentes: Talita Aparecida Santos, Claudemir Albertino da Silva, MAriana ROberta Calisto, Samilly Laiane dos Santos, Carolina Vieira Gomide, Vera Lucia Rosa Brito, Ana Lucia Alves Cruz, Ana Beatriz Gomes da Silva e Rodrigo Lima,

No terceiro ponto de pauta (Deliberação sobre contribuição associativa), a coordenadora Cláudia Gomes, falou sobre a necessidade de reajustar a contribuição associativa que se mantém em 30,00 reais desde 2023 e que faz-se necessário uma atualização do valor para 50,00 reais a partir do próximo mês/outubro, momento em que se inicia a obra. Em seguida apresentou como exemplo de despesas que contam no quarto item da pauta ( parcelamento da conta de água com a SAERP (vazamento de água), disse que houve um vazamento de água no terreno. O vazamento ocorreu no mês de maio e junho de 2026 - leitura 25/05/2026 resultou numa conta de 39.218,11 e leitura 26/06/2026 resultou numa conta de 12.600,00. O vazamento foi detectado e reparado em 18 de junho. Após o reparo, foi protocolado um processo administrativo na SAERP sob o número RA:2346122 - Revisão por vazamento reparado, o que após análise técnica resultou no valor total de R$ 22.702,26 referente às duas contas. Este valor total R$ 22.702,26 será parcelado em 18 meses atualizadas pelo IPCA, o que dará uma despesa mensal de 1.261,23 equivalente à 8,75 reais por família (atualizadas pelo IPCA) 

No quinto item da pauta (Apresentação Técnica da Equipe de Engenharia Kadima), o Engenheiro Lourenço Costa apresentou as maquetes do empreendimento: uma do conjunto das 9 torres com 16 apartamentos cada uma e outra maquete com a modelagem de um apartamento. Todos tiveram a oportunidade de apreciar, filmar, fotografar e fazer planos para o futuro. Lourenço destacou a importância da Comissão de Acompanhamento de Obra CAO, que deverá acompanhar todo o processo em nome das famílias do grupo com fiscalização, sugestões, e críticas.  Ato contínuo, o Engenheiro Lourenço passou a tratar do sexto item da pauta (Kit Obra). O Responsável Técnico pela engenharia, explicou que o início de obra será de movimentação de terra, montagem do canteiro de obra e que a participação efetiva dos moradores deve acontecer no início de 2027, porém é muito importante começar a discussão sobre o regulamento de participação de obra sobretudo em relação aos Equipamento de proteção Individual EPIs. Neste sentido, a Kadima Engenharia, preparou um Kit com capacete, luvas, camiseta e garrafa de água. Foi realizada a chamada de cada família como ato prático e simbólico de pertencimento do projeto e participação ativa nas atividades. 

No sétimo item da pauta (Eleição e as consequências para os programas sociais e habitação), o responsável técnico social Paulo Honório realizou uma análise entre os dois projetos que estão em jogo nestas eleições. 

Durante o governo Bolsonaro, os programas de Habitação de Interesse Social foram descontinuados e substituídos pelo Casa Verde e Amarela, modelo focado em financiamentos bancários convencionais. Além disso, a proposta de governo apresentada por Eduardo Bolsonaro sinaliza a continuidade dessa mesma linha para os próximos anos.

Em contrapartida, o presidente Lula retomou o Minha Casa, Minha Vida já em 2023, restabelecendo investimentos voltados às famílias de baixa renda por meio de fundos como o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social). Essas linhas atendem famílias com renda de R$ 0,00 a R$ 3.200,00, cadastradas junto às prefeituras, cooperativas ou entidades organizadoras habilitadas.

No final do encontro contamos com a presença do presidente do Partido dos Trabalhadores Edson Fedelino, a presidenta o MOHAS Vani Poletti, o deputado estadual Marcolino que mantém um núcleo dedicado à habitação e trata o tema como prioridade absoluta.

O parlamentar ressaltou ainda que a parceria com o deputado federal Paulo Teixeira fortalecerá a articulação dos movimentos populares e viabilizará a expansão de novos projetos habitacionais. 

O debate eleitoral e a política são partes fundamentais em todas as esferas da sociedade. São as decisões políticas e as instituições governamentais que definem os rumos do país e afetam a vida da população a longo prazo. 

Nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos, lavrando-se a presente ata que, lida e achada conforme, segue assinada pela Presidente Vani Poletti e acompanhada da lista de presença dos participantes.

Ribeirão Preto/SP, 27 de setembro de 2026.



Vani Poletti
Presidente do MOHAS


LISTA DE PRESENÇA






segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Informativo MOHAS: Registro em cartório, maquetes e encaminhamentos da assembleia de setembro


Fotos: Carlos Natal

 

Neste domingo, dia 27 de setembro de 2026, realizamos uma assembleia muito importante e especial do Projeto Condomínio Residencial Sonho Real – MOHAS, em Ribeirão Preto.

Fizemos a leitura da ata da assembleia anterior e tratamos do contrato entre a Caixa Econômica Federal e o MOHAS, que está em processo de registro em cartório. Apresentamos os suplentes e discutimos a necessidade de reajuste da contribuição associativa, além dos custos decorrentes do vazamento de água no terreno. Foram apresentadas as maquetes do empreendimento: uma do conjunto de edifícios e outra da unidade habitacional. Também realizamos a distribuição dos kits de obra com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Em seguida, promovemos uma reflexão sobre as eleições de 2026, traçando um comparativo entre o histórico do governo Bolsonaro e do governo Lula, além de analisar as propostas de cada candidato com base em seus respectivos planos de governo.

O encontro teve início às 10h e encerrou-se às 12h, conforme o previsto. Apesar do domingo bastante quente, ao final fomos até a área para realizar uma visita com os convidados, familiares e apoiadores.

Esperamos que, na próxima assembleia, já estejamos com as obras iniciadas.

Na ata do encontro, os temas serão mais detalhados. Veja as imagens feitas pelo Carlos Natal, fotógrafo e colaborador do projeto.

Veja as fotos AQUI



















Eleição de 2026: dois projetos para a habitação no Brasil até 2030

Fotos Carlos Natal
O debate eleitoral e a política são partes fundamentais em todas as esferas da sociedade. São as decisões políticas e as instituições governamentais que definem os rumos do país e afetam a vida da população a longo prazo.

A questão da habitação foi o tema central da nossa conversa com o deputado estadual Marcolino (13310), que neste ano faz campanha ao lado do deputado federal Paulo Teixeira (1398), das candidatas ao Senado Marina Silva (180) e Simone Tebet (400), do candidato a governador Fernando Haddad e do presidente Lula (13).

O encontro reuniu 150 famílias do movimento de moradia de Ribeirão Preto e foi organizado pelo Movimento Habitacional e Ação Social, entidade que articula projetos por meio da modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades.

Contou com a presença do presidente do Partido dos Trabalhadores Edson Fedelino, a presidenta o MOHAS Vani Poletti, covereador Paulo Honorío do Coletivo Popular Judeti Zilli (PT), a coordenação do projeto condomínio Reasidencia Sonho Real.

De início, destacou-se o contraste entre os dois projetos em disputa. Durante o governo Bolsonaro, os programas de Habitação de Interesse Social foram descontinuados e substituídos pelo Casa Verde e Amarela, modelo focado em financiamentos bancários convencionais. Além disso, a proposta de governo apresentada por Eduardo Bolsonaro sinaliza a continuidade dessa mesma linha para os próximos anos.

Em contrapartida, o presidente Lula retomou o Minha Casa, Minha Vida já em 2023, restabelecendo investimentos voltados às famílias de baixa renda por meio de fundos como o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e o FDS (Fundo de Desenvolvimento Social). Essas linhas atendem famílias com renda de zero a R$ 3.200,00, cadastradas junto às prefeituras, cooperativas ou entidades organizadoras habilitadas.

Marcolino enfatizou que seu mandato na Assembleia Legislativa conta com um núcleo dedicado à habitação e trata o tema como prioridade absoluta. O parlamentar ressaltou ainda que a parceria com o deputado federal Paulo Teixeira fortalecerá a articulação dos movimentos populares e viabilizará a expansão de novos projetos habitacionais.

Veja AQUI as fotos do encontro


















sexta-feira, 25 de setembro de 2026

É a hora em que começamos a imaginar a “mão-na-massa”

 


A caminhada é parte essencial para se chegar ao destino. Felizes daqueles que conseguem celebrar e curtir o caminho até a chegada. A conclusão do nosso projeto Sonho Real só terá sentido completo se cada um (uma) de nós souber aproveitar o caminho.

Viver em condomínio não é fácil. Esta é uma realidade que já começamos a enfrentar; só terá sucesso na medida em que entendermos que coletivamente somos mais fortes.

Nesta próxima assembleia, domingo dia 27/09/2026, será entregue o Kit Obra, que foi preparado pela equipe da Kadima Engenharia com o maior carinho, um momento de muita expressão simbólica do nosso movimento.

É a hora em que começamos a imaginar a “mão-na-massa”, o tijolo, a parede, as portas e as janelas. Aí já se inicia o pensamento de onde ficará cada coisa da casa. Como é que vou levar isso ou aquilo? Acho que vou comprar uma cama nova, um armário, um colchão para as crianças… e assim as ideias vão fluindo e, o melhor, cresce a energia e a vontade de continuar esta vida dura, difícil, mas que, com o apartamento, pode ajudar a aliviar muitos problemas e permitir recomeçar.

A vida vale a pena se tiver um sentido, uma esperança. Desde 2023, nós da coordenação acreditamos no projeto e estivemos ao lado de vocês para resolver e organizar todas as demandas do programa.

Agora, com o início da obra, precisamos muito mais de energia positiva, da força viva de cada um e cada uma de vocês.

A música do Gonzaguinha diz assim: “Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão. Eu ponho fé é na fé da moçada.Que não foge da fera e enfrenta o leão”

Bora fazer o que deve ser feito.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Moradia: o que aconteceu e o que está em jogo em 2026

Quero dividir esta reflexão em duas partes: primeiro, alguns dados sobre a política habitacional brasileira nos últimos anos; depois, as principais diferenças entre as propostas de governo de Lula e Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.

É importante separar duas formas de atendimento habitacional: o financiamento com recursos do FGTS e a habitação subsidiada com recursos públicos, destinada principalmente às famílias de baixa renda.

No financiamento habitacional, o “Casa Verde e Amarela” do governo Bolsonaro registrou contratações com recursos do FGTS, entre 2020 e 2022, de aproximadamente 1,11 milhão de unidades financiadas.

No governo Lula, entre 2023 e 2025, o Minha Casa, Minha Vida alcançou cerca de 1,71 milhão de unidades financiadas pelo FGTS.

Isso representa aproximadamente 600 mil unidades financiadas a mais no período de 2023 a 2025 do governo Lula. É importante, porém, lembrar que estamos falando de financiamentos habitacionais, normalmente pagos pelas famílias ao longo de décadas, 30, 35 anos, com entradas de 30 a 50 mil e avaliação de renda e poder de crédito bancário.

Para avaliar a produção de moradias destinadas às famílias de menor renda, é necessário olhar também para as modalidades subsidiadas do Minha Casa, Minha Vida, especialmente:

  • Fundo de Arrendamento Residencial (FAR);

  • Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), incluindo o MCMV-Entidades;

  • Minha Casa, Minha Vida Rural;

  • recursos do Orçamento Geral da União (OGU).

O próprio Ministério das Cidades diferencia as unidades financiadas com recursos do FGTS das unidades subsidiadas com recursos do OGU.

A retomada do Minha Casa, Minha Vida em 2023 recolocou a habitação subsidiada para famílias de baixa renda no centro da política federal. O programa voltou a contar com recursos da União para a produção de unidades da Faixa 1 (famílias com renda zero até 3.200,00 reais) e também retomou obras que estavam paralisadas.

Esse ponto é fundamental para movimentos e entidades que atuam na produção social da moradia, porque o acesso à habitação para famílias de menor renda não depende apenas da capacidade de assumir um financiamento bancário.

Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro zerou novas contratações habitacionais com subsídio integral, destinando apenas R$ 200 milhões para manter obras antigas.

Em contraste, entre 2023 e 2025, o governo Lula investiu R$ 35,7 bilhões no Ministério das Cidades (um aumento de quase 180 vezes).

  • Retomada da Faixa 1: Cobertura de até 100% do valor do imóvel para famílias do CadÚnico e Bolsa Família (FAR, Habitação Rural e Entidades).

  • Destravamento de obras: Reativação de cerca de 130 mil unidades habitacionais paralisadas ou abandonadas.

A partir de 2023, mais de 185 mil moradias — cerca de 38% do total — foram destinadas a famílias com renda de até R$ 3.200,00 por meio das modalidades MCMV-Entidades e Rural, voltadas a núcleos familiares organizados em associações e cooperativas.

No ciclo de 2023/2024, uma nova seleção nacional aprovou 37.535 unidades habitacionais, distribuídas em 443 propostas de 206 entidades organizadoras. Entre os projetos contemplados estão os residenciais Sonho Real e Tarsila do Amaral, coordenados pelo Movimento Habitacional e Ação Social (MOHAS). Para 2025, foram 21.282 moradias. O ciclo de 2026 estabelecido pelo Ministério das Cidades é de 35 mil unidades habitacionais urbanas, o MOHAS tem mais 5 projetos para seleção deste ano.   

As propostas para 2026 de Lula e Bolsonaro

Os programas apresentados por Lula e Flávio Bolsonaro apresentam concepções diferentes sobre os instrumentos que devem ser utilizados na política habitacional.

Lula

O programa de Lula propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida, para todas as faixas de renda, preservando o foco nas famílias de menor renda.

A proposta inclui:

  • produção de novas moradias;

  • continuidade e ampliação do Minha Casa, Minha Vida;

  • urbanização e melhoria das áreas periféricas;

  • regularização fundiária;

  • reforma de moradias existentes;

  • Compra Assistida de imóveis prontos em situações específicas;

  • utilização de imóveis e terrenos da União;

  • melhoria do padrão construtivo e da localização dos empreendimentos;

  • participação dos movimentos sociais no programa;

  • ampliação do Reforma Casa Brasil.

O plano também afirma que pretende apoiar a participação dos movimentos sociais no Minha Casa, Minha Vida.

Isso tem relação direta com modalidades como o MCMV-Entidades, nas quais organizações sociais participam da organização e da produção habitacional.

Flávio Bolsonaro

O programa de Flávio Bolsonaro propõe a retomada do Casa Verde e Amarela, com a meta de financiar residências e oferecer financiamento com juros reduzidos.

A proposta também inclui:

  • financiamento habitacional;

  • regularização fundiária;

  • escritura preferencialmente em nome da mulher;

  • urbanização de áreas degradadas;

  • ações relacionadas a territórios dominados por facções;

  • parcerias público-privadas para urbanização e infraestrutura;

O plano apresenta a habitação dentro de uma estratégia de formação de patrimônio e acesso à casa própria, utilizando também a Caixa Econômica Federal como instrumento de crédito. A casa como mercadoria. 

O ponto central para quem luta por moradia

A principal diferença não está apenas no nome dos programas.
Ela está nos instrumentos utilizados para enfrentar o déficit habitacional.

De um lado, o programa de Lula propõe combinar financiamento, subsídios, produção habitacional, urbanização, reforma, utilização de imóveis públicos e participação social.

De outro, o programa de Flávio Bolsonaro propõe retomar o Casa Verde e Amarela, com ênfase no financiamento habitacional, na aquisição da casa própria, na regularização fundiária e na formação de patrimônio.

Essa diferença é especialmente importante para as famílias de menor renda, porque o financiamento bancário, mesmo com juros reduzidos, não atende da mesma maneira uma família que não possui capacidade de assumir uma dívida de longo prazo.

É nesse espaço que modalidades subsidiadas e de produção social da moradia, como o MCMV-Entidades, ganham importância. O atual MCMV-Entidades é voltado à produção social da moradia e à participação das organizações da sociedade na solução dos problemas habitacionais.

Para projetos como o Sonho Real, organizado pelo MOHAS, essa questão é particularmente relevante: trata-se de compreender se a política habitacional continuará oferecendo instrumentos que permitam às famílias de menor renda participar da produção de sua própria moradia por meio de entidades organizadoras e processos coletivos de autogestão habitacional.

Moradia é mais do que uma casa

Ter um lugar para morar significa também ter segurança, dignidade, acesso à cidade, infraestrutura e condições para construir um projeto de vida.

O déficit habitacional brasileiro não se resume à falta de uma casa. Também envolve moradias inadequadas, precariedade urbana, falta de infraestrutura e dificuldade de acesso à terra urbanizada.

Por isso, discutir política habitacional é discutir também qual é o papel do Estado, qual é o papel do financiamento, quanto de subsídio público deve existir e qual espaço deve ser dado à participação das famílias e dos movimentos sociais.

É nesse debate que devemos olhar para os números, conhecer os programas e compreender as diferenças entre as propostas apresentadas para 2027–2030.

Como lembra Carlos Drummond de Andrade, em Favelas, permanece a pergunta diante do crescimento das periferias e da desigualdade habitacional:

“Que fazer com tanta gente brotando do chão, formigas de um formigueiro infinito?”

A resposta a essa pergunta faz parte do entendimento que a política não é a mesma coisa, não são todos iguais. E neste momento não podemos vacilar ou nos omitir. Lula é a única opção para que os projetos sociais continuem avançando.  

Paulo Honório