terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Movimento de Moradia de Serrana chega a etapa final do projeto de 122 casas

“Caminheiro, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”

Se fosse uma viagem, as famílias do Projeto Morada do Sol, neste momento, já poderiam começar a preparar o desembarque. Uma longa jornada que tinha por objetivo a conquista de uma casa mas que, no percurso, descobriu que há muito mais há construir.

O grupo descobriu a amizade e o companheirismo, descobriu a organização solidária, conviveu com os conflitos e com as angústias, teve insegurança e até medo, enfim, descobriu a cidadania.

É extremamente importante existir movimentos como o MOHAS para garantir direitos às famílias mais carentes e desassistidas da sociedade. Também é necessário que tenha programas como o MCMV-Entidades para criar as oportunidades de realização de projetos.

Todavia, vivemos numa sociedade tão excludente que ter uma casa é quase que um milagre. Ter uma casa para morar, que deveria ser um direito líquido, certo e natural, tem que ser fruto de anos de luta e sacrifício.

A construção de 122 casas do Projeto "Morada do Sol" em Serrana é fruto dos esforços de vários agentes sociais que após 5 anos de perseverança, luta e garra, iniciaram os trabalhos na obra no final de 2015 e iniciam o ano de 2017 com perspectiva de terminarem ainda no primeiro semestre.


Duas atividades de extrema importância aconteceram no grupo nos últimos dias. Primeiro foi a implantação da mini floresta na área onde foram plantadas quase mil árvores dos biomas da Mata Atlântica e Cerradão; Segundo foi a definição da escolha da casa de cada um. Através da participação direta de cada família, havia pontuações que ao final definiria a prioridade de escolha das casas.

As famílias se revezam em grupos que trabalham em mutirão uma vez por mês na obra. Há também o trabalho técnico social que faz a integração da comunidade e discute temas variados como: geração de renda, cidadania, direitos sociais, organização social, entre outros. Em assembleia mensal, todos são chamados a mediar os conflitos, debater os encaminhamentos e verificar o andamento do grupo e da obra.

Um dos programas mais bem sucedidos dos governos Lula e Dilma que além da construção de casas estimula a cadeia produtiva na construção civil com a geração empregos e fomento do comércio local.


Mostrar o sucesso do Movimento Habitacional e Ação Social MOHAS neste projeto é necessário para estimular cada dia mais a organização de novos grupo que lutam por direito a uma vida mais justa e feliz.

Veja as foto e aguardem o vídeo. 












































































































































terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mini ''floresta'' do residencial Morada do Sol



Demos início a primeira etapa de implantação, foram 950 árvores plantadas com muitas mãos, emoção e compartilho neste mutirão para a vida! Em janeiro tem mais...
Realização: MOHAS – MOVIMENTO HABITACIONAL E AÇÃO SOCIAL.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CEF apresenta faixa 1/5 MCMV - MOHAS presente

 
Caixa inicia financiamentos da Faixa 1,5 do Programa Minha Casa Minha Vida.

O financiamento para imóveis da Faixa 1,5 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) já está sendo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal. A nova modalidade atenderá famílias com renda mensal de até R$ 2,35 mil.

De acordo com o Ministério das Cidades, a previsão é contratar 40 mil unidades habitacionais até o final deste ano.

As aquisições na Faixa 1,5 do MCMV estão abertas para empreendimentos contratados pela Caixa desde 24 de outubro. O cliente deve atender às demais condições de análise do crédito previstas nas faixas 2 e 3.

O teto para o financiamento varia de acordo com a região. Conforme a tabela de municípios, o valor vai de R$ 70 mil a R$ 135 mil.
O subsídio também varia de acordo com o local em que o empreendimento está sendo construído. Vai de R$ 11 mil a 45 mil conforme o município de contratação da operação. O financiamento, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), poderá ser feito em até 360 meses (30 anos). Os juros são de 5% ao ano acrescido de TR.

De acordo com o Ministério das Cidades, estão destinados R$ 4,3 bilhões em recursos para os imóveis da Faixa 1,5 do MCMV. Destes, R$ 1,9 bilhão serão em subsídios (R$ 1,8 bilhão do FGTS e R$ 180 milhões do Tesouro Nacional) e os demais R$ 2,4 bilhões em financiamentos do FGTS

Serrana conquista casa com qualidade de vida

Por: Reinaldo Romero, Educador socioambiental, turismólogo ambientalista

O solo de Serrana irá ficar ainda mais fértil, o clima irá melhorar e pássaros irão voltar, pois neste final de semana o MOHAS – MOVIMENTO HABITACIONAL E AÇÃO SOCIAL, iniciará  a implantação de uma mini floresta no Residencial Morada do Sol, em Serrana. 

Nesta primeira etapa serão plantadas quase mil árvores dos biomas da Mata Atlântica e Cerradão.


Participe! Os mutirões de plantio acontecerão com os futuros moradores e seus filhos, neste final de semana, sábado 17 e domingo 18, a partir das 8h00 da manhã.

Você é nosso convidado!

Vamos florestar?





terça-feira, 22 de novembro de 2016

Novo prefeito de Igarapava recebe equipe do MOHAS

Nesta segunda (21/11) o prefeito eleito de Igarapava José Ricardo recebeu a equipe do MOHAS.
No encontro, Vani Poletti presidente do MOHAS, comprimento o novo prefeito e contou a história da formação do grupo Vargem Alegre. O Eng. Lourenço apresentou o projeto técnico e a composição financeira para realização da obra com a contrapartida da prefeitura. Segundo o Ministério das Cidades as novas contratações devem ocorrer no mês de março de 2017.
O prefeito José Ricardo, acolheu com entusiasmo o projeto, reforçando a necessidade de dar continuidade nos trâmites legais para atender as famílias de Igarapava. Falou da preocupação em entender as famílias que estão em áreas de risco o estão sujeitas a ação de reintegração de posse por mandado judicial. O Prefeito salientou a importância de manter as famílias conscientes de todas as tratativas do projeto e que estará presente na próxima assembleia do Vargem Alegre.
O encontro contou com a presença dos vereadores Paulão, Tiekinha e Denize além do técnico social do MOHAS Paulo Honório.
A assembleia do grupo será na próxima segunda-feira dia 28 de novembro na casa da cultura às 19:00 horas em Igarapava. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dilma denuncia suspensão do Minha Casa Minha Vida

“O governo Temer está acabando não só com o Minha Casa Minha Vida mas com todos os programas sociais e direcionando os recursos públicos para o pagamento de juros”

A presidenta Dilma Rousseff denunciou a suspensão do programa Minha Casa Minha Vida pelo governo federal durante a abertura do 40ºEncontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA).
Aplaudida de pé por um público de arquitetos e urbanistas, acadêmicos e representantes de movimentos sociais no auditório da Federação Gaúcha de Futebol, em Porto Alegre, disse que o MCMV era um projeto para população de baixa renda com um amplo orçamento, que chegava a R$ 130 bilhões por ano, e que agora está reduzido ao ‘cartão reforma’ com um valor de R$ 500 milhões no governo Michel Temer.

Dilma ainda criticou duramente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que congela os gastos públicos nos próximos 20 anos. A medida, que na Câmara dos Deputados era PEC 241 e no Senado passou a ser PEC 55, segundo Dilma Rousseff, irá excluir os pobres do orçamento federal.

“O governo Temer está acabando não só com o Minha Casa Minha Vida mas com todos os programas sociais e direcionando os recursos públicos para o pagamento de juros”, disparou o presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Jeferson Salazar.


Dilma discorreu sobre as medidas de cunho neoliberal que estão em debate no país. Além da PEC que congela os gastos, citou as propostas de reforma na previdência e nos direitos trabalhistas. “O que podemos ver é a imposição da política neoliberal que teve início no governo de Fernando Henrique Cardoso, e que avança agora na sua completude”, afirmou Dilma. Em uma fala de 59 minutos, ela também abordou o contexto político que culminou com o seu impeachment. Analisou, com preocupação, a eleição dos Estados Unidos, que resultou na vitória de Donald Trump.

– O 40º ENSA Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas,  reúne arquitetos e urbanistas de todo o país. 

Fonte: Imprensa FNA

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

GAHRP continua na luta por moradia

reunião nov/2016
A busca por um projeto de moradia em Ribeirão Preto é necessária, mas não é fácil. Desde 2013 o GAHRP Grupo de Autogestão Habitacional reúne famílias de vários bairros da cidade que moram de aluguel, em casas cedidas ou jovens trabalhadores com intenção de constituir um lar.

Infelizmente, mesmo com o Programa Minha Casa Minha Vida do governo Lula e Dilma não conseguimos realizar um projeto em Ribeirão.

As características de nossa cidade burguesa, excludente e acéfala em programa habitacional, juntamente com o alto custo da terra, nos impediu de avançar na realização de um projeto com as famílias até agora.

Várias iniciativas foram tomadas neste período junto a prefeitura no sentido de usar áreas públicas em projetos de habitação e infraestrutura, mas durante este governo municipal não obtivemos sucesso.

Com tantas negativas aos movimentos organizados, as ocupações de área abandonadas e ociosas tornaram-se constate em Ribeirão.

O GAHRP necessita de um terreno onde possa desenvolver um projeto de moradia. É simples, o grupo nunca reivindicou nada de graça, as famílias tem condições de pagar uma prestação mensal ao deixar de pagar aluguel.

O GAHRP acredita que os movimentos de moradia de Ribeirão Preto ganharão muito em credibilidade, organização e mobilização na medida que estiver sendo gerido um empreendimento habitacional de auto gestão, e é com este pensamento que mantemos nossa vontade de continuar perseverando.

O poema “Favelas” de Drummond faz uma importante indagação:
 “(Favelas) Enquanto se contam, ama-se em barraco e a céu aberto, novos seres se encomendam ou nascem à revelia. Os que mudam, os que somem, os que são mortos a tiro são logo substituídos. Que fazer com tanta gente brotando do chão, formigas de um formigueiro infinito? Ensinar-lhes paciência, conformidade, renúncia?”

Não. Nossa força nasce do sonho de cada uma que compõe o grupo, cada um com sua história, sentimentos e esperança!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Temer acaba com o Programa Minha Casa Minha Vida

E este é o tema do Bom Para Todos da TVT.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, reconhece a moradia como um direito fundamental do ser humano.

Ter um lugar para morar pode significar viver em paz, com dignidade e saúde – física e mental. Nosso país sempre viveu o déficit de moradia para a população mais carente.

Os governos populares atacaram com vigor o problema, por meio de programas de habitação. Milhões de pessoas foram beneficiadas e outras tantas agora vivem a aflição de imaginar que, talvez, não consigam mais realizar este sonho.

O primeiro programa social a ser desmontado pelo governo de Michel Temer foi o ‘Minha Casa, Minha Vida’.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ocupar e resistir

fonte: Peabiru TCA
Foram realizadas na última madrugada pela Frente de Luta por Moradia (FLM), 8 ocupações de edifícios e terrenos abandonados na cidade de São Paulo, uma delas violentamente reprimida pela polícia.

As ocupações denunciam propriedades fora da lei, que não cumprem sua função social, e abrigam trabalhadores sem teto que já sofrem com o atual quadro econômico do país, que demonstra se agravar.


Dentre as ocupações está o edifício do INSS Av. 9 de julho. Abandonado há mais de 30 anos, foi ocupado pela FLM outras 6 vezes, a primeira em 1997. Está vazio desde 2010, apesar de haver uma promessa (com projeto já elaborado) da Prefeitura de reformá-lo para Habitação de Interesse Social desde 2003.

Nesse primeiro dia de ocupação, trabalhadoras, trabalhadores e crianças, brasileiros, estrangeiros e refugiados, realizam a limpeza do edifício, para que volte às condições que o deixaram em 2010.

O movimento, que luta contra a retirada de direitos e o retrocesso nas politicas sociais, irá ocupar o edifício para moradia, mas também contará com a participação de diversos coletivos nas áreas de educação, cultura e saúde.


A moradia e a permanência da população pobre no centro deve ser diretriz fundamental da política urbana do município, na criação de uma cidade mais justa!