sexta-feira, 21 de abril de 2017

Projeto Vargem Alegre é novamente protocolado na Caixa

Esta é segunda vez que o projeto “Vargem Alegre” é protocolado na Caixa Econômica Federal. A primeira vez em 2016, chegou a ser selecionado pelo Ministério das Cidades e publicado no diário Oficial da União no inicio do ano. Houve negativa do aporte financeiro do governo do Estado de São Paulo ao projeto impossibilitando a realização do Empreendimento.

Com o novo governo vieram novas portarias do Ministério das Cidades, que determinaram mudanças no projeto original e a necessidade de recomeçar as negociações com a prefeitura e com o proprietário do imóvel.
Tivemos 3 encontros com a prefeitura de Igarapava, em todas elas a administração foi receptiva. O prefeito José Ricardo, acolheu com entusiasmo o projeto, reforçando a necessidade de dar continuidade nos trâmites legais para atender as famílias de Igarapava, e salientou a importância de manter as famílias conscientes de todas as tratativas.

O Movimento Habitacional e Ação Social - MOHAS, protocolou nesta quinta-feira dia 20 de abril três projetos do município de Igarapava, atendendo a portaria que define que o número máximo de cada Empreendimento na cidade não pode ultrapassar 100 unidades habitacionais,  ficaram assim:

- VARGEM ALEGRE 1 COM 100 UNIDADES
- VARGEM ALEGRE 2 COM 100 UNIDADES
- VARGEM ALEGRE 3 COM 61 UNIDADE.

Agora a Caixa vai avaliar tecnicamente, enviar para o Ministério das Cidades onde passará pela seleção entre todos os projetos.


Enquanto isso é necessário manter o grupo unido e consciente de todos os processos, contar com a colaboração do Prefeito José Ricardo para dialogar com sua base aliada  no Ministério das Cidades  e defender a contratação dos três projetos.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Caixa Econômica Federal faz encontro sobre Trabalho Técnico Social

No dia 21 de fevereiro a Caixa Econômica Federal realizou uma reunião com o objetivo de orientar sobre os procedimentos relacionados ao Trabalho Técnico Social exigido nos contratos habitacionais, de Saneamento e Infraestrutura,  firmados entre as Prefeituras Municipais/ Entidades proponentes e a CAIXA, normatizado pela Portaria  n° 21/2014 do Ministério das Cidades.

O encontro foi nas dependência da sede administrativa da Caixa em Ribeirão Preto e contou com a presença dos responsáveis pelo setor na regional: Romeu, Glácia, Lívia, Jeferson, Paulo, Diego e Gabi. No público do encontro estavam os agentes de prefeituras da região além de três pessoas da sociedade civil.

Segundo os representantes da Caixa, a região conta com 51 empreendimentos do Minha Casa Minha Vida ligado ao Fundo de Arrendamento Residencial FAR.

A portaria 21 regulamenta o Trabalho Técnico Social que tem uma proposta de interação com as famílias de empoderamento. É um desafio porque não há uma receita pronta, cada projeto tem uma realidade particular no desenvolvimento do Técnico Social.

O Técnico Social é um conjunto de estratégias, propostas e ações a partir de diagnósticos integrados e participativos dos territórios e da população beneficiada nas dimensões: social, econômica, produtiva, ambiental, política e das características da intervenção.

O objetivo do técnico social é promover a participação e inserção social, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e dar sustentabilidade aos bens, equipamentos e serviços implantados.

Para realizar este trabalho é destinado 1.5% do valor do projeto na modalidade Entidades. É um instrumento de planejamento pois está em cada etapa do projeto, na proposta preliminar, na pré-obra, no diagnóstico e seleção da demanda, durante a obra e no pós-obra.


Os eixos principais são: A mobilização, organização e fortalecimento social, o acompanhamento e gestão da obra, a educação ambiental e patrimonial e o desenvolvimento social, econômico, geração de emprego e renda.

Segundo a CEF em nossa região existem 41 projetos cujos valores do Técnico Social ainda estão em aberto. Somente em Ribeirão Preto existem 22 empreendimentos com algum valor para serem investidos em Trabalho Técnico Social e que não foram solicitados pela administração. Foi estipulado um prazo até 21 de março para que as administrações apresentam um cronograma de ações, prazo e metas para utilizar estes recursos.

A segunda parte do encontro teve a finalidade de troca de experiências onde foi discutido a interferência do Técnico Social em situações diversas nas comunidades.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Movimentos fazem manifestação no Ministério das Cidades por moradia digna

Os movimentos sociais e entidades sindicais do campo e da cidade em defesa da moradia digna e da continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida fazem manifestação na manhã desta terça-feira 21.02, no Ministério das Cidades, em Brasilia. 

As representações dos movimentos tentam dialogar com o Ministro, Bruno Araújo, desde o ano passado. Por várias vezes foram marcadas audiências e reuniões, porém o gestor nunca compareceu.

O programa Minha Casa, Minha Vida é uma conquista da luta dos movimentos sociais que se tornou realidade a partir de 2009, mas assim como outras importantes políticas públicas o governo tem provocado uma série de desmontes acabando com a inclusão social. 

Os movimentos reivindicam:

Programa Minha Casa Minha Vida:

- Inversão da politica de subsídio com ampliação da faixa 1 e Aumento da produção na faixa 1 em função do perfil do déficit;

- Controle social de todas etapas do programa;

- Melhor localização dos empreendimentos com incentivo para a utilização dos instrumentos ;


Programa Minha Casa Minha Vida Entidades:

- Retomada imediata das seleções e das contratações do Programa Minha Casa Minha Vida Entidades;

- Definição de meta para os 3 anos do programa MCMV Entidades, com 300 mil unidades habitacionais;

- Retomada do Ponto de Controle do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, composto pelo Ministério das Cidades, CAIXA e movimentos, para discussão dos normativos e andamento do programa, com reuniões periódicas;

- manutenção e aprimoramento das modalidades de compra antecipada e assistência técnica;

- Priorização para a faixa 1 do Programa, onde se concentra a maior parte do déficit habitacional;

- Abertura da Faixa 1 e meio para a atuação das entidades e da autogestão;

- Fortalecimento da autogestão na produção habitacional;

- Destinação de áreas da SPU e INSS para habitação popular, para as entidades habilitadas no MCMV Entidades;

Programa Minha Casa Minha Vida Rural:

- Retomada imediata das contratações do Faixa 1 com estabelecimento de calendário de distribuição das 35 mil unidades previstas no orçamento de 2017;

- Garantia de contratação das demandas qualificadas das entidades nacionais pertencentes ao Comitê Rural do Ministério das Cidades;

- Estabelecer critérios para qualificação dos empreendimentos que serão contratados;

- Formalização do comitê rural e estabelecimento de um calendário de reuniões para 2017;

- Garantir que o Faixa 1,5 atenda o público do rural e podendo ser operacionalizado pelas entidades organizadoras;

- Discutir o MCMV Rural regionalizado diante das especificidades e logística de cada região;

- Permissão para que beneficiários contemplados em programas habitacionais anteriores ao FGTS, 

PSH e PNHR (CADMUT) possam ser atendidos, seja para reforma ou para construção dos beneficiários, que estão morando efetivamente no meio rural;

Conflitos Fundiários Urbanos:

- Retomada da politica de prevenção aos conflitos;

- Monitoramento e participação do governo federal na mediação de conflitos, controle Social e Participação;

- Respeito ao calendário e às atribuições do Conselho Nacional das Cidades;

- definição da realização da 6ª. Conferência Nacional das Cidades;

- Retomada da discussão do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano;

- Retomada da instância de negociações coletiva com os movimentos populares na Mesa de negociação da Secretaria Geral da Presidência da República, com reuniões periódicas;

- Posição clara do governo contra a criminalização dos movimentos populares;

Brasília/DF, 21 de fevereiro de 2017.

Assinam os Movimentos e Entidades abaixo:

Central dos Movimentos Populares (CMP),
Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM),
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Confederação Nacional dos Trabalhadores Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil – CONTRAF-
BRASIL
Conselho Nacional das Populações Extrativistas - CNS
Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento de Luta dos Bairros e Favelas (MLB)
Movimento de Luta pela Terra—MLT
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos—MTD
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – MST
Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM),
União Nacional por Moradia Popular (UNMP)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MINHA CASA MINHA VIDA: INSCRIÇÕES 2017

fonte:http://programahabitacional.org/minha-casa-minha-vida/minha-casa-minha-vida-inscricoes-2017/?utm_source=Facebook&utm_campaign=C1&utm_medium=faceads

O que é Minha Casa Minha Vida: É uma iniciativa do Governo Federal que oferece condições atrativas para o financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda. Em parceria com estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos, o programa vem mudando a vida de milhares de famílias brasileiras. É oportunidade para quem precisa e mais desenvolvimento para o Brasil.

O governo federal lançou nesta quarta-feira (30), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a terceira fase do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que terá a meta de entregar 2 milhões de moradias populares até 2018. A nova etapa, prometida em 2014, foi lançada em meio ao processo de impeachment no Congresso Nacional e um dia depois de o PMDB romper oficialmente com o Palácio do Planalto.

Segundo o Ministério das Cidades, a previsão do governo é de investir cerca de R$ 210 bilhões nesta nova etapa do programa federal. A maior parte dos recursos será obtida por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou o ministério.

Lançado em 2009, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida se tornou uma das principais bandeiras políticas do governo Dilma Rousseff.

Em 2014, ano em que disputou a reeleição, a presidente da República havia prometido que a terceira fase do programa habitacional entregaria 3 milhões de residências. No entanto, no lançamento oficial nesta quarta-feira, a estimativa inicial foi reduzida em 1 milhão de moradias. Na cerimônia de lançamento da nova fase do programa, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, anunciou a criação do Sistema Nacional de Cadastro Habitacional, por meio do qual os cidadãos poderão consultar o status de sua inscrição no Minha Casa, Minha Vida e o andamento do processo de seleção dos beneficiários.

A nova etapa do Minha Casa, Minha Vida prevê ainda uma faixa intermediária de financiamento para atender famílias com renda de até R$ 2.350, com juros de 5% ao ano. De acordo com o governo, as duas primeiras etapas do programa já entregaram cerca de 2,6 milhões de residências. Há ainda mais 1 milhão de casas em construção para ser entregues aos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida.

Nas duas primeiras fases do programa habitacional, informou o governo, foram investidos aproximadamente R$ 240 bilhões.

Veja as novas faixas de renda para financiamentos pelo programa Minha Casa, Minha Vida:

Faixa 1: o limite de renda passa de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil
Faixa 1,5: anunciada nesta quarta, para famílias com renda até R$ 2.350
Faixa 2: o limite de renda passa de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil
Faixa 3: o limite de renda passa de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil

De acordo com o governo, os valores máximos dos imóveis também serão alterados a partir de agora, assim como o subsídio:

Faixa 1: passa de R$ 76 mil para R$ 96 mil, com subsídio de até R$ 86,4 mil
Faixa 1,5: anunciada nesta quarta, prevê o valor máximo do imóvel de R$ 135 mil, com subsídio de até R$ 45 mil
Faixa 2: passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil, com subsídio de até R$ 27,5 mil

Faixa 3:  passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil, sem subsídio

sábado, 14 de janeiro de 2017

Projeto "Morada do Sol" - famílias definem seus endereços

A construção de 122 casas do Projeto "Morada do Sol" em Serrana é fruto dos esforços de vários agentes sociais que após 5 anos de perseverança, luta e garra, iniciaram os trabalhos na obra no final de 2015 e iniciam o ano de 2017 com perspectiva de terminarem ainda no primeiro semestre.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Movimento de Moradia de Serrana chega a etapa final do projeto de 122 casas

“Caminheiro, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”

Se fosse uma viagem, as famílias do Projeto Morada do Sol, neste momento, já poderiam começar a preparar o desembarque. Uma longa jornada que tinha por objetivo a conquista de uma casa mas que, no percurso, descobriu que há muito mais há construir.

O grupo descobriu a amizade e o companheirismo, descobriu a organização solidária, conviveu com os conflitos e com as angústias, teve insegurança e até medo, enfim, descobriu a cidadania.

É extremamente importante existir movimentos como o MOHAS para garantir direitos às famílias mais carentes e desassistidas da sociedade. Também é necessário que tenha programas como o MCMV-Entidades para criar as oportunidades de realização de projetos.

Todavia, vivemos numa sociedade tão excludente que ter uma casa é quase que um milagre. Ter uma casa para morar, que deveria ser um direito líquido, certo e natural, tem que ser fruto de anos de luta e sacrifício.

A construção de 122 casas do Projeto "Morada do Sol" em Serrana é fruto dos esforços de vários agentes sociais que após 5 anos de perseverança, luta e garra, iniciaram os trabalhos na obra no final de 2015 e iniciam o ano de 2017 com perspectiva de terminarem ainda no primeiro semestre.


Duas atividades de extrema importância aconteceram no grupo nos últimos dias. Primeiro foi a implantação da mini floresta na área onde foram plantadas quase mil árvores dos biomas da Mata Atlântica e Cerradão; Segundo foi a definição da escolha da casa de cada um. Através da participação direta de cada família, havia pontuações que ao final definiria a prioridade de escolha das casas.

As famílias se revezam em grupos que trabalham em mutirão uma vez por mês na obra. Há também o trabalho técnico social que faz a integração da comunidade e discute temas variados como: geração de renda, cidadania, direitos sociais, organização social, entre outros. Em assembleia mensal, todos são chamados a mediar os conflitos, debater os encaminhamentos e verificar o andamento do grupo e da obra.

Um dos programas mais bem sucedidos dos governos Lula e Dilma que além da construção de casas estimula a cadeia produtiva na construção civil com a geração empregos e fomento do comércio local.


Mostrar o sucesso do Movimento Habitacional e Ação Social MOHAS neste projeto é necessário para estimular cada dia mais a organização de novos grupo que lutam por direito a uma vida mais justa e feliz.

Veja as foto e aguardem o vídeo.