terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Movimentos fazem manifestação no Ministério das Cidades por moradia digna

Os movimentos sociais e entidades sindicais do campo e da cidade em defesa da moradia digna e da continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida fazem manifestação na manhã desta terça-feira 21.02, no Ministério das Cidades, em Brasilia. 

As representações dos movimentos tentam dialogar com o Ministro, Bruno Araújo, desde o ano passado. Por várias vezes foram marcadas audiências e reuniões, porém o gestor nunca compareceu.

O programa Minha Casa, Minha Vida é uma conquista da luta dos movimentos sociais que se tornou realidade a partir de 2009, mas assim como outras importantes políticas públicas o governo tem provocado uma série de desmontes acabando com a inclusão social. 

Os movimentos reivindicam:

Programa Minha Casa Minha Vida:

- Inversão da politica de subsídio com ampliação da faixa 1 e Aumento da produção na faixa 1 em função do perfil do déficit;

- Controle social de todas etapas do programa;

- Melhor localização dos empreendimentos com incentivo para a utilização dos instrumentos ;


Programa Minha Casa Minha Vida Entidades:

- Retomada imediata das seleções e das contratações do Programa Minha Casa Minha Vida Entidades;

- Definição de meta para os 3 anos do programa MCMV Entidades, com 300 mil unidades habitacionais;

- Retomada do Ponto de Controle do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, composto pelo Ministério das Cidades, CAIXA e movimentos, para discussão dos normativos e andamento do programa, com reuniões periódicas;

- manutenção e aprimoramento das modalidades de compra antecipada e assistência técnica;

- Priorização para a faixa 1 do Programa, onde se concentra a maior parte do déficit habitacional;

- Abertura da Faixa 1 e meio para a atuação das entidades e da autogestão;

- Fortalecimento da autogestão na produção habitacional;

- Destinação de áreas da SPU e INSS para habitação popular, para as entidades habilitadas no MCMV Entidades;

Programa Minha Casa Minha Vida Rural:

- Retomada imediata das contratações do Faixa 1 com estabelecimento de calendário de distribuição das 35 mil unidades previstas no orçamento de 2017;

- Garantia de contratação das demandas qualificadas das entidades nacionais pertencentes ao Comitê Rural do Ministério das Cidades;

- Estabelecer critérios para qualificação dos empreendimentos que serão contratados;

- Formalização do comitê rural e estabelecimento de um calendário de reuniões para 2017;

- Garantir que o Faixa 1,5 atenda o público do rural e podendo ser operacionalizado pelas entidades organizadoras;

- Discutir o MCMV Rural regionalizado diante das especificidades e logística de cada região;

- Permissão para que beneficiários contemplados em programas habitacionais anteriores ao FGTS, 

PSH e PNHR (CADMUT) possam ser atendidos, seja para reforma ou para construção dos beneficiários, que estão morando efetivamente no meio rural;

Conflitos Fundiários Urbanos:

- Retomada da politica de prevenção aos conflitos;

- Monitoramento e participação do governo federal na mediação de conflitos, controle Social e Participação;

- Respeito ao calendário e às atribuições do Conselho Nacional das Cidades;

- definição da realização da 6ª. Conferência Nacional das Cidades;

- Retomada da discussão do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano;

- Retomada da instância de negociações coletiva com os movimentos populares na Mesa de negociação da Secretaria Geral da Presidência da República, com reuniões periódicas;

- Posição clara do governo contra a criminalização dos movimentos populares;

Brasília/DF, 21 de fevereiro de 2017.

Assinam os Movimentos e Entidades abaixo:

Central dos Movimentos Populares (CMP),
Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM),
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Confederação Nacional dos Trabalhadores Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil – CONTRAF-
BRASIL
Conselho Nacional das Populações Extrativistas - CNS
Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento de Luta dos Bairros e Favelas (MLB)
Movimento de Luta pela Terra—MLT
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos—MTD
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – MST
Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM),
União Nacional por Moradia Popular (UNMP)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MINHA CASA MINHA VIDA: INSCRIÇÕES 2017

fonte:http://programahabitacional.org/minha-casa-minha-vida/minha-casa-minha-vida-inscricoes-2017/?utm_source=Facebook&utm_campaign=C1&utm_medium=faceads

O que é Minha Casa Minha Vida: É uma iniciativa do Governo Federal que oferece condições atrativas para o financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda. Em parceria com estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos, o programa vem mudando a vida de milhares de famílias brasileiras. É oportunidade para quem precisa e mais desenvolvimento para o Brasil.

O governo federal lançou nesta quarta-feira (30), em uma cerimônia no Palácio do Planalto, a terceira fase do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que terá a meta de entregar 2 milhões de moradias populares até 2018. A nova etapa, prometida em 2014, foi lançada em meio ao processo de impeachment no Congresso Nacional e um dia depois de o PMDB romper oficialmente com o Palácio do Planalto.

Segundo o Ministério das Cidades, a previsão do governo é de investir cerca de R$ 210 bilhões nesta nova etapa do programa federal. A maior parte dos recursos será obtida por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou o ministério.

Lançado em 2009, no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida se tornou uma das principais bandeiras políticas do governo Dilma Rousseff.

Em 2014, ano em que disputou a reeleição, a presidente da República havia prometido que a terceira fase do programa habitacional entregaria 3 milhões de residências. No entanto, no lançamento oficial nesta quarta-feira, a estimativa inicial foi reduzida em 1 milhão de moradias. Na cerimônia de lançamento da nova fase do programa, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, anunciou a criação do Sistema Nacional de Cadastro Habitacional, por meio do qual os cidadãos poderão consultar o status de sua inscrição no Minha Casa, Minha Vida e o andamento do processo de seleção dos beneficiários.

A nova etapa do Minha Casa, Minha Vida prevê ainda uma faixa intermediária de financiamento para atender famílias com renda de até R$ 2.350, com juros de 5% ao ano. De acordo com o governo, as duas primeiras etapas do programa já entregaram cerca de 2,6 milhões de residências. Há ainda mais 1 milhão de casas em construção para ser entregues aos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida.

Nas duas primeiras fases do programa habitacional, informou o governo, foram investidos aproximadamente R$ 240 bilhões.

Veja as novas faixas de renda para financiamentos pelo programa Minha Casa, Minha Vida:

Faixa 1: o limite de renda passa de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil
Faixa 1,5: anunciada nesta quarta, para famílias com renda até R$ 2.350
Faixa 2: o limite de renda passa de R$ 3.275 para R$ 3,6 mil
Faixa 3: o limite de renda passa de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil

De acordo com o governo, os valores máximos dos imóveis também serão alterados a partir de agora, assim como o subsídio:

Faixa 1: passa de R$ 76 mil para R$ 96 mil, com subsídio de até R$ 86,4 mil
Faixa 1,5: anunciada nesta quarta, prevê o valor máximo do imóvel de R$ 135 mil, com subsídio de até R$ 45 mil
Faixa 2: passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil, com subsídio de até R$ 27,5 mil

Faixa 3:  passa de R$ 190 mil para R$ 225 mil, sem subsídio

sábado, 14 de janeiro de 2017

Projeto "Morada do Sol" - famílias definem seus endereços

A construção de 122 casas do Projeto "Morada do Sol" em Serrana é fruto dos esforços de vários agentes sociais que após 5 anos de perseverança, luta e garra, iniciaram os trabalhos na obra no final de 2015 e iniciam o ano de 2017 com perspectiva de terminarem ainda no primeiro semestre.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Movimento de Moradia de Serrana chega a etapa final do projeto de 122 casas

“Caminheiro, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”

Se fosse uma viagem, as famílias do Projeto Morada do Sol, neste momento, já poderiam começar a preparar o desembarque. Uma longa jornada que tinha por objetivo a conquista de uma casa mas que, no percurso, descobriu que há muito mais há construir.

O grupo descobriu a amizade e o companheirismo, descobriu a organização solidária, conviveu com os conflitos e com as angústias, teve insegurança e até medo, enfim, descobriu a cidadania.

É extremamente importante existir movimentos como o MOHAS para garantir direitos às famílias mais carentes e desassistidas da sociedade. Também é necessário que tenha programas como o MCMV-Entidades para criar as oportunidades de realização de projetos.

Todavia, vivemos numa sociedade tão excludente que ter uma casa é quase que um milagre. Ter uma casa para morar, que deveria ser um direito líquido, certo e natural, tem que ser fruto de anos de luta e sacrifício.

A construção de 122 casas do Projeto "Morada do Sol" em Serrana é fruto dos esforços de vários agentes sociais que após 5 anos de perseverança, luta e garra, iniciaram os trabalhos na obra no final de 2015 e iniciam o ano de 2017 com perspectiva de terminarem ainda no primeiro semestre.


Duas atividades de extrema importância aconteceram no grupo nos últimos dias. Primeiro foi a implantação da mini floresta na área onde foram plantadas quase mil árvores dos biomas da Mata Atlântica e Cerradão; Segundo foi a definição da escolha da casa de cada um. Através da participação direta de cada família, havia pontuações que ao final definiria a prioridade de escolha das casas.

As famílias se revezam em grupos que trabalham em mutirão uma vez por mês na obra. Há também o trabalho técnico social que faz a integração da comunidade e discute temas variados como: geração de renda, cidadania, direitos sociais, organização social, entre outros. Em assembleia mensal, todos são chamados a mediar os conflitos, debater os encaminhamentos e verificar o andamento do grupo e da obra.

Um dos programas mais bem sucedidos dos governos Lula e Dilma que além da construção de casas estimula a cadeia produtiva na construção civil com a geração empregos e fomento do comércio local.


Mostrar o sucesso do Movimento Habitacional e Ação Social MOHAS neste projeto é necessário para estimular cada dia mais a organização de novos grupo que lutam por direito a uma vida mais justa e feliz.

Veja as foto e aguardem o vídeo.